Empreendedorismo que não se ensina na faculdade

O que buscam as pessoas entre 18 e 39 anos? Bons salários, equilíbrio entre carreira e vida pessoal, qualidade de vida e horários flexíveis. Além desses elementos, as mudanças perceptíveis no mercado de trabalho, são alguns fatores determinantes para que muitas pessoas nessa faixa etária busquem uma forma alternativa de ganhar dinheiro, e até mesmo deixar a sua marca no mundo.

Segundo o IBGE, muito antes da crise econômica que deixou 11,3% da população brasileira desempregada, os jovens já mudavam sua relação com o mercado de trabalho. A geração Y, os nascidos entre 1980 e 1990, cresceu em meio a muita ação, estímulo de atividades variadas e tarefas múltiplas. Rápidos e inquietos,  esses jovens raramente sujeitam-se a tarefas subalternas que consideram sem sentindo quando iniciam suas carreiras e lutam por bons salários desde cedo.

Não por acaso, no grupo das principais economias mundiais, o G-20, o Brasil com 12,02% é o terceiro mais empreendedor, perdendo apenas para Argentina com 16,54% e para o México com 13,09%. Quando decidiu abrir sua própria empresa de coaching, aos 26 anos, em sociedade com mais dois amigos, o engenheiro Ricardo Almeida sabia o que estava por vir e por isso todos os passos foram meticulosamente planejados. “Quem melhor do que eu para mandar em mim mesmo? Decidimos abrir a empresa com o objetivo de ajudar outras pessoas a enxergar aquilo que já enxergamos. O mercado de trabalho, e a hierarquia já existentes não precisam acabar. Precisam ser transformadas”, afirma Almeida.

Fatores como crise, recessão, fechamento de postos de trabalho, queda nas contratações, globalização e aumento do empreendedorismo, dão ainda mais força para o momento de transição em que é fundamental para o trabalhador buscar um novo modelo de carreira que o prepare para o futuro, que já bate à porta. Exceto em áreas específicas, hoje, o profissional que melhor se adequa são aqueles que conseguem ser multitarefa em um mercado em frequente mudança. “É fato que o mercado de trabalho mudou e ele se impõe ao exigir um novo tipo de profissional. Não coincidentemente, o novo profissional deve se adaptar bem as mudanças, e ser multitarefa, principal característica inclusive dos jovens de hoje. Rápidos, ágeis e ligados em tudo” avalia, o economista e consultor de empresas André Sérgio Nano Motta.

 

 

 

 

 

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