Love Kills: Histórias de amor trágicas do mundo da música

Em homenagem ao Dia dos Namorados, que já está chegando aí, que tal relembrar de alguns casais icônicos do mundo da música? Relacionamentos não são sempre feitos de almas gêmeas que facilmente entram em acordo. Alguns casais simplesmente tornam deste sentimento um vício, uma dependência e até uma obsessão amorosa a ponto de se tornar o relacionamento algo tóxico pra vida, ou ao menos pra um deles.

Se você tinha uma idealização do amor, onde tudo dá certo, diga adeus ao “felizes para sempre” e seja bem vindo à terra destrutiva do “sexo, drogas e rock n’ roll”, onde só há uma certeza: “Love Kills”!

Pode parecer uma visão um tanto quanto pessimista, mas olhando pelo lado positivo: você, que está solteiro nessa próxima segunda, se sentirá aliviado de não estar passando por estas armadilhas que o amor nos proporciona, sem se encontrar preso em nenhuma das situações amargas.

sidnancy

Um casal icônico e histórico entre todos os amores fatais: Sid Vicious e Nancy Spungen, uma das tragédias românticas mais impactantes da história da música. Tudo aconteceu em 1977, quando os dois se conheceram. Sid era um ícone do rock e fazia muito sucesso como baixista do Sex Pistols.  Não demorou muito pro envolvimento crescer e Sid adquirir o vício de Nancy, em heroína. Daí pra frente, a coisa começou a desandar. O namoro teve em primeiro plano muitas brigas, abuso químico e a dominação que trazia um aspecto bem tóxico pro relacionamento. Essa vida foi se desgastando aos poucos e quando a banda chegou ao fim, em 1978, isso só se intensificou. O casal se mudou para um quarto no Hotel Chelsea em Nova York, onde passavam a maioria do tempo se drogando e tudo foi por água abaixo na manhã de 12 de outubro de 1978. Nancy foi encontrada morta a facadas naquele mesmo quarto onde viviam. Sid foi acusado como o criminoso do caso, sendo preso imediatamente. Mais tarde, a gravadora pagaria a sua fiança, mas continuando vivendo miseravelmente, não demorou muito para que Sid fosse preso novamente, desta vez por se envolver numa briga com Todd Smith, irmão de Patti Smith. Após ser liberado novamente, sua mãe inocentemente o organizou uma festa, mas devido ao estado precário de Sid, não deu outra: amanheceu e lá estava o cadáver do músico jogado. Sid foi vítima de overdose.

courtney kurt

Outro casal que todo mundo conhece muito bem é Kurt Cobain e Courtney Love. Courtney já havia visto Kurt se apresentando em 1989, em Portland. Porém, os dois só se conheceram melhor em 1991, em Los Angeles. Não demorou muito para os lovers se aproximarem e se casarem logo, em fevereiro de 1992, em Waikiki Beach, Hawaii. O problema era que o vício era algo constante e comum para ambos, e isso só foi se complicando com o tempo. Eles construíram um ambiente amoroso de vício, que envolvia heroína, saúde mental instável e uma luta de egos capaz de desgastar qualquer amor deste mundo. Kurt estava fazendo sucesso com o Nirvana e Courtney estava começando com o Hole, porém entre eles as coisas só complicavam, ainda mais com o uso excessivo de heroína, overdoses, internações e até casos de violência. O único fruto bom disso foi a filha Frances Bean Cobain, porém devido ao histórico do casal, eles perderam a guarda da menina, que ficou com a irmã de Courtney por algumas semanas, até que ela voltou para eles. Em março de 94, no entanto, Kurt começou a ingerir altas doses de calmante para tentar se controlar, e entrou em coma. Os shows da turnê europeia do Nirvana foram cancelados e não demorou muito pra banda chegar ao fim. A situação estava ficando cada vez mais drástica, até que em 8 de abril de 1994, Kurt Cobain foi encontrado morto em uma casa, com um bilhete de despedida para Courtney. Muitos acreditam que Courtney foi quem mandou matar Kurt, porém isso nunca foi comprovado de fato.

Fugindo um pouco do rock, mas ainda muito relevante pro nosso tema, um dos casais mais famosos: Amy Winehouse e Blake Fielder Civil. Os dois tiveram um envolvimento difícil de muito amor e vicio, com hotéis destruídos, abusos e passagens pela reabilitação. Amy e Blake começaram a namorar em 2005, quando ela tinha apenas 22 anos e já estava com um bom reconhecimento devido ao seu álbum de estreia (Frank-2003), mas nessa época Amy ainda estava tecnicamente saudável. No entanto, num período de três anos, quando Amy estava no auge pós Back to Black, Blake introduziu Amy à heroína, crack, automutilação, muito álcool e uma série de outras complicações que permaneceram para assombrar a vida da cantora desde então. amy blakeBlake era tudo o que Amy queria, mas ao mesmo tempo era o que mais a destruía, fazendo dele a própria personificação das drogas. Como se não bastasse isso, os paparazzis estavam monstruosamente em cima de Amy atrás de fotos e notícias nos jornais, tudo de uma forma extremamente desrespeitosa e assustadora. Todo esse contexto acabou influenciando nas letras brilhantes de Amy, que sempre seguiram uma obscuridade única. Mesmo se separando de Blake em 2009, Amy nunca conseguiu superá-lo e sempre se manteve instável, ficando cada vez mais dependente das drogas e álcool, e causando diversas situações embaraçosas em público. Sem dúvidas, o amor foi bem traiçoeiro com Amy, trazendo um aspecto destrutivo pra vida da cantora, que poderia sozinha ter tido o seu brilho e o seu tão merecido sucesso caso não se envolvesse com Blake e o mundo dos vícios.

Por fim, outra relação amorosa que teve um fim trágico é de Layne Staley, vocalista do Alice In Chains, e a namorada Demri Parrot. Os dois viviam a vida boêmia intensamente, com muita arte, música, mas sem deixar as drogas de lado. Os dois estavam até noivos, com casamento agendado e tudo, mas infelizmente a história acabou de maneira trágica. Os dias estavam contados para os dois e, em 1996, Demri tragicamente faleceu, por conta de uma infecção no coração causada por uma overdose. demryDesde aí, muitos conhecidos afirmam que Layne nunca superou a morte da noiva, fazendo com que ele sumisse quase que completamente da mídia, se fechando do mundo pouco a pouco e dando espaço para que a sua depressão, que carregava desde novo, viesse em primeiro plano. Ele até escreveu algumas músicas após isso, mas ele foi naturalmente desaparecendo dos holofotes. Em 19 de abril de 2002, o corpo do músico, vítima de overdose, foi encontrado no apartamento em que morava em Seattle. Ele vivia uma vida tão monótona e solitária que é estimado que Layne tenha falecido duas semanas antes. Infelizmente ele não tinha contato com ninguém mais a sua volta.

Aproveitando esse clima de amor traiçoeiro, vem ouvir com a gente nossa playlist bem “love kills”:

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